sobre trabalho

Nasceu em 1962 em Lisboa, onde vive e trabalha.

Proveniente de joalharia com um alargado interesse e necessidade em investigar outras áreas, apresenta uma educação extensiva e uma inquietude eminente na sua actividade como artista.

Entre 1982/87 concluiu o Plano de Estudos Básicos em Joalharia no AR.CO. Centro de Arte e Comunicação Visual, onde também frequentou o Curso de Escultura no ano lectivo de 1982 e de 1990.

Desloca-se em 1987 para Barcelona onde frequentou durante um ano as classes de projecto da última fase do Curso de Design de Joalharia da Escola Massana, em 1989 recebe uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para um ano de especialização em Joalharia nesta mesma Escola. Numa fase de reintegração a Portugal, em 1990, a Fundação Calouste Gulbenkian aceita continuar a subsidiar o seu trabalho em Joalharia, que se processou durante esse ano lectivo entre Lisboa e Barcelona. Nesse mesmo ano lecciona no Curso de Joalharia do AR.CO..

No sentido de consolidar trajectórias em 2001 volta à Escola Massana em Barcelona onde durante três meses desenvolve trabalhos em joalharia, instalação e vídeo, recebe um apoio do Instituto de Arte Contemporânea do Ministério da Cultura.

Em 2002 é subsidiada pela Fundação Calouste Gulbenkian (UK Branch) e pelo The Arts Council of England para residir durante três meses na Gazworks Studios onde executa dois trabalhos de vídeo relacionados sobre o sentido de lugar e não lugar, “Here is not There” e “Missplaced”. Nesse ano estes trabalhos foram apresentados em Londres na Gazworks studios , em Lisboa numa exposição individual intitulada “There is not Here” na galeria Monumental em Lisboa ,e ainda na MostraVídeoPortuguês03, em 2003 na Videoteca Municipal de Lisboa.

Em 2002, 1999, 1997 e 1995 realizou exposições individuais com a galeria Monumental em Lisboa, entre 1995 e 2001 ainda com a Monumental participou na feira internacional ARCO em Madrid e, em 1995 e 1999 na feira de Arte Contemporânea de Lisboa. No ano de 1999 participou no Festival Atlântico em Lisboa, organizado pela galeria Zé dos Bois e em 1998 realizou na mesma galeria a instalação “inout”. Em 1993 realizou uma exposição individual de joalharia intitulada “in den Wolken” com a galeria Jocelyne Gobeill em Montreal e com a galeria V&V em Viena.

Desde 1994 tem feito um percurso na exploração de linguagens das artes visuais, escultura, instalação, fotografia e vídeo combinando isso com o seu percurso em joalharia.

Participou em exposições colectivas desde 1986 sendo a destacar:

“Ponto de Encontro”, C.A.M. da F.C.G., Lisboa – 2004; “Mikromegas”, John Curtin Gallery, Curtin University of Technology, Austrália; Musée de l’horlogie et de l’émaillerie, Genève, CH; Hiko Mizuno College; Galerie für angewandte Kunst, Munique, D; American Crafts Museum, USA – 2003/02/01. “El Laboratório de la Joieria”, Museu de les Arts Decoratives, Barcelona; “Observatori 2001, 2on Festival Internacional d’Investigació Artística de Valencia” – 2001 . “Sonoro”, galeria ZDB; “Passos 2000”, Escola Secundária Passos Manuel, Lisboa, P; “The Ego Adorned”, Koningin Fabiolazaal Antwerpen, B – 2000 . “Isto é uma jóia”, Fundação Ricardo Espírito Santo, Lisboa, P – 1999. “Heróis e Paparazis”, Bedeteca, Lisboa, P – 1998 . “The Capture of Europe”, Historisches Museum Baden, Baden, D, Galeria Metal, Copenhague, DK e Queen’s Hall Art Center, Hexham, GB – 1997/96. “20 000 Min. d’Arte”, Instituto Superior Técnico, Lisboa, P – 1994

Desde 1998 participou em trabalhos coreográficos e teatrais, interceptando a sua experiência de artista plástica com as artes do espectáculo, dos quais em 2003 participou na instalação-performance “Possum” de Gary Stevens, numa colaboração partilhada com 9 artistas, inserido no evento “Capitals” no Centro de Arte Moderna da F.C.G., Lisboa.

Em 1999 e 2001 organizou e produziu eventos de promoção de joalharia contemporânea.

Desde 1986 que dá classes, tendo passado por joalharia, design de joalharia e ainda ateliers de artes plásticas com jovens e crianças.


Press:


«…conseguir seduzir suficientemente o “espectador” até  ao ponto de ele questionar e desafiar a sua capacidade de ultrapassar as suas próprias convenções em uso.»

(revista 58 MID Edições Dimensão , Março 2002, artigo “O amor ao corpo”, entrevista  de Victória Fernandes)